Não me lembro do que pensei quando vi essas fotografias, sei que hoje sei o que sinto e penso quando as vejo, e nunca esquecerei , mas isso agora não interessa nada..
Perguntei-te quem eras e se te conhecia, bem como pedi desculpa pela pergunta, bem mais que planeado, mas achei o gesto anormal vindo de um estranho. Rapidamente me respondeste, e fizeste por falar, contaste que eras da faculdade, do meu curso, e apenas um ano avançado em relação a mim. Na mesma conversa me ofereceste apontamentos e ajuda. Ofereci-te o e-mail, o passaporte para a minha felicidade começava entºao nesse gesto. Era instantanea a vontade de falar contigo apartir daquele dia. Na faculdade não conseguia aproximar-mede ti, impensavel seria falar contigo, tinha vergonha, e acho que desde do inicio despertaste tanto em mim, que parecia uma criança "acabada de crescer", que estava a viver o seu primeiro amor dito à primeira vista.
O primeiro olá foi aterrador! Não fazia ideia que eras assim, embora hoje o teu rosto para mim o denuncie. O teu rosto é calmo, branco e com um toque breve de homem com a barba, pouco, que teimas em às vezes deixar crescer ao de leve. É terno, doce, leve e meigo, rasgado por esses olhos simples e de um castanho avassalador do quanto carinho me pedem. O cabelo, quase sempre curto evidenciava ainda mais a tua idade de menino, a mesma que a minha por sinal.
O teu andar, um pouco inseguro e confuso, denunciam-te ainda mais mais!
Mas claramente isso só o tempo me contou, só o tempo me contou que tudo isso denunciava a tua timidez, os teus medos e mágoas..
O mesmo que nos juntou e nos separou!
Lembro-me onde foi, na entrada, junto do dito segurança e por uma chamada de atenção de uma socia tua de apelido. Eu disse "olá" e tu sem mais nem menos fugiste. Senti-me aterrorizada. Afinal quem eras tu? Quem és tu e o que me fizeste? Jurei nunca mais olhar para ti, muito menos falar contigo! Senti ali uma relação meramente virtual e não queria isso. Queria que fizesses parte da minha vida ou então que saisses dela sem sequer ter entrado.. o problema residia aí, já tinhas entrado nela.. e no pior sitio, no coração..
cheguei a casa e tinha um enorme pedido de desculpas, bem como uma justificação da tua personalidade que ali, no quentinho do momento e das minhas 4 paredes, me pareceram uma enorme desculpa. Desculpei que mais poderia eu fazer? Afinal era apenas o teu primeiro erro comigo, no meio de tantos mais que vieram mais tarde misturados com outros tantos meus!
A magia começou aqui..
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